sábado, 29 de setembro de 2012

Familiares que cuidam de vítimas de tumor cerebral tem esgotamento


Esgotamento, ansiedade e tristeza são alguns dos principais sintomas de quem cuida de parentes com um tipo muito avançado de tumor cerebral, segundo um estudo apresentado neste sábado no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), que acontece até a próxima terça-feira em Viena.
De acordo com a pesquisa sobre doentes com glioblastoma multiforme - um dos tumores cerebrais mais agressivos - 60% de seus cuidadores sofrem da síndrome de "burnout" ou esgotamento, e 69% deles de ansiedade, especialmente na semana anterior à morte do familiar.
"Esses alarmantes resultados ressaltam a urgente necessidade de apoio e programas especiais de formação", declarou Birgit Flechl, uma das responsáveis pelo estudo.
Tristeza, frustração e a perda de contatos sociais são outros dos problemas que o estudo detectou nos parentes que cuidam de pessoas com esse tipo de tumor. EFE

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É compreensível que isso ocorra já que deve ser muito cansativo fisicamente e psicologicamente cuidar de alguém que tenha esse tipo de doença. Fisicamente pois são necessários muitos cuidados o tempo todo e psicologicamente  porque é algo que realmente meche com o emocional da pessoa, a angustia da morte, a tristeza e etc. Isso tudo prova que as famílias que enfrentam esse tipo de situação deveriam receber um maior apoio por parte do governo. 




sábado, 15 de setembro de 2012

ONU: buraco na camada de ozônio deve estar menor que em 2011


O buraco na camada de ozônio, o escudo protetor da Terra contra os raios ultravioleta, deve ficar menor este ano sobre a Antártida do que no ano passado, mostrando como a proibição a substâncias prejudiciais interrompeu a sua destruição, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira.
O buraco, entretanto, provavelmente está maior do que em 2010 e uma recuperação completa ainda está longe de ocorrer. A assinatura do Protocolo de Montreal há 25 anos para retirar aos poucos as substâncias químicas que destroem a camada de ozônio ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de cataratas, assim como os efeitos nocivos sobre o ambiente, disse a agência climática da ONU.
"As condições de temperatura e a extensão das nuvens estratosféricas polares até agora este ano indicam que o grau de perda de ozônio será menor do que em 2011, mas provavelmente algo maior do que em 2010", disse em um comunicado a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O buraco da camada de ozônio na Antártida, que atualmente mede 19 milhões de km², provavelmente estará menor este ano do que no ano recorde de 2006, informou a organização. A ocorrência anual em geral atinge sua área de superfície máxima durante o fim de setembro e sua profundidade máxima no começo de outubro.
Os clorofluorocarbonos (CFCs) banidos, porém, que já foram usados em geladeiras e latinhas de spray, duram bastante na atmosfera e levará várias décadas para que as concentrações voltem aos níveis pré-1980, informou a OMM.

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É uma notícia muito boa e mostra que as pessoas estão tomando consciência da importância da preservação da camada de ozônio e estão fazendo a diferença quanto a isso. Eu acredito que nós somos capazes de viver bem com a natureza, e acho que um dia todos terão esse mesmo pensamento. Até lá, cada mínimo avanço na preservação da vida, é um grande passo. 



sábado, 8 de setembro de 2012

Crianças desconhecem causas do câncer, diz pesquisa


A maior parte das crianças desconhece as causas do câncer, sendo que um pequeno grupo acredita que pode contrair a doença devido a "mau comportamento", revelou uma pesquisa feita pela organização Macmillan Cancer Support, sediada no Reino Unido. O levantamento, que entrevistou 500 crianças de 9 a 16 anos, descobriu que 97% delas não sabiam, por exemplo, que uma exposição prolongada ao sol pode causar câncer, embora 91% do grupo pesquisado tenha afirmado conhecer que o fumo é um dos causadores da doença.
A entidade disse que os resultados sugerem que as crianças estão mal informadas sobre o câncer, o que pode potencializar os riscos para elas. Segundo a organização, os professores precisariam educá-las melhor nas escolas sobre o assunto. As crianças que responderam à pesquisa também não parecem saber o que significa ter câncer.
Uma em cada cinco acredita que a doença é fatal, enquanto que mais da metade diz que desconhecem o tema completamente. Já 4% acreditam que o cancêr é uma enfermidade contagiosa.
Apesar dos resultados alarmantes, dois terços das crianças entrevistadas disseram ter conhecido alguém com a doença, enquanto que mais da metade afirmou que a palavra "câncer" é amedrontadora.
Tabu
Katherine Donnelly, da Macmillan Cancer Support, afirmou que muitas pessoas, incluindo professores, têm a falsa crença de que as crianças devem ser protegidas de qualquer debate sobre a doença. "Em linhas gerais, o assunto ainda é tabu. Nem todos os professores se sentem confiantes para falar sobre o câncer ou sabem de onde podem tirar os dados para explicá-lo melhor", afirmou Donnelly.
"Os resultados mostraram que à medida que as crianças envelhecem, há um pequeno aumento no número daquelas que foram educadas sobre o câncer, mas não se trata de um número significativo", acrescentou. Para Donnelly, "ao passo que o câncer afeta mais e mais pessoas, as chances de as crianças conhecerem alguém que possua a doença cresce - talvez seus avós, pais ou um amigo. Isso pode ser muito doloroso e elas podem se sentir preocupadas em fazer perguntas", explicou.
"Apenas cerca de 25% das crianças tiveram aulas sobre o câncer na escola e isso precisa melhorar", acrescentou. A Macmillan Cancer Support produziu um guia chamado "Talking about Cancer" ("Falando sobre o câncer", em tradução literal) que permite aos professores planejar aulas sobre o assunto.

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É preocupante essa constatação de que poucas crianças tem os conhecimentos verdadeiros sobre essa doença que afeta tanta gente no mundo, o câncer. Não se pode ter medo de ensinar os jovens sobre esse assunto delicado, pois a informação e o conhecimento podem, muitas vezes, impedir que as mesmas se coloquem em situações de risco que podem leva a "geração" dessa doença.