sábado, 4 de agosto de 2012

Crânios de ursos assassinados por caçadores são achados na Rússia


Restos mortais de nove ursos assassinados e decapitados por caçadores foram encontrados por catadores de cogumelo na República de Buryatia, na Rússia. Acredita-se que partes dos corpos dos animais foram exportadas para a China para servir de alimento ou para propósitos médicos. Um especialista em caça chamado para analisar a situação confirmou que todos os ursos, incluindo os jovens, foram violentamente imobilizados e assassinados.
De acordo com o jornal Siberian Times, todos os ursos foram executados com tiro na cabeça após serem ilegalmente presos em armadilhas de rede. O biólogo Bimba Yumov descreveu o crime como "bárbaro". "Caçadores usavam armadilhas das quais os ursos não conseguiam escapar, depois matavam os animais com um tiro na cabeça", afirmou. "Os ursos estavam presos, sentados, como cachorros acorrentados. Era a única maneira de os caçadores conseguirem atirar em suas cabeças", concluiu. O biólogo afirma ainda que tem 100% de certeza de que a descoberta veio de trabalhos de caça. "Você não teria nove crânios com marcas idênticas de tiro", disse.
Especialistas acreditam que os ursos foram executados nos últimos seis meses e tiveram a pele retirada e as patas cortadas, além de removidas gorduras e a bile. Pesquisadores temem que as caçadas foram ordenadas pelo mercado negro da China, onde produtos de ursos tem um alto valor como alimento e propósitos médicos. Segundo o jornal, os restos foram, provavelmente, trazidos ao "cemitério" no inverno, e não foram propriamente escondidos no solo congelado. Segundo informações, os caçadores podem nunca ser encontrados e punidos.


***  

Esta reportagem mostra um lado do ser humano totalmente oposto ao lado da reportagem anterior. Em quanto na anterior as pessoas estavam preocupadas na preservação de uma espécie e chegaram a "parar a guerra" em determinado local para não prejudicar os gorilas, nessa noticia caçadores inconsequentes matam animais ilegalmente para fins lucrativos no mercado negro. Isso é uma triste realidade que precisa ser combatida com maiores punições e maior vigilância. 



Missão de patrulheiros tenta salvar gorilas em meio a conflito no Congo

Um grupo de patrulheiros na República Democrática do Congo se prepara para uma missão que tentará salvar famílias de gorilas que desapareceram após uma intensificação do conflito entre forças do governo e rebeldes no País. O governo fez um acordo com o grupo rebelde M23 para permitir que os patrulheiros possam rastrear seis famílias de gorilas-de-montanha.

Os cerca de 200 mamíferos vivem no Parque Nacional de Virunga, localizado ao leste do País, e representam um quarto da população da espécie. O diretor do parque, Emmanuel de Merode, comemorou a decisão: "Nós estamos satisfeitos e aliviados que todas as partes do conflito reconheceram a necessidade de proteger os únicos gorilas-de-montanha do Congo".

Os combates na região se intensificaram em abril, quando a área de conservação fechou as portas ao público. Desde o dia 8 de maio, as equipes responsáveis por acompanhar os gorilas evacuaram a área, que sofreu com intensos conflitos de artilharia pesada e, até mesmo, helicópteros de combate.

"Os gorilas são muito espertos. Eles, sem dúvida, ao ouvir as explosões, se afastaram dos locais de conflito. O importante, agora, é localizá-los", disse à BBC Brasil Lu Anne Cadd, assessora de imprensa do parque.

As famílias de gorilas-de-montanha não são vistas há mais de dez semanas. Os patrulheiros do parque são, no momento, os únicos membros do governo autorizados a circular na região. Eles irão se dividir em sete grupos e trabalhar em conjunto com a população local para localizar os gorilas.

O trabalho, que estava marcado para ter início nesta semana, será de encontrar os gorilas, identificar cada um deles e checar sua situação de saúde, já que a espécie é muito vulnerável a doenças. Eles vão, ainda, remover armadilhas e fazer rondas constantes para evitar a atuação de traficantes de animais. O trabalho é considerado de alto risco. Nos últimos 15 anos, 130 deles morreram em serviço.

Eles fazem a segurança do parque mais antigo da África. O parque nacional de Virunga tem 7,8 mil km² e é considerado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. A República Democrática do Congo está em guerra civil há 12 anos e, desde o acirramento dos conflitos, mais de 200 mil pessoas foram desabrigadas.


***

Fico muito feliz que todas as partes que estão em conflito sabem a importância de preservar essa espécie em extinção. Isso mostra que, apesar de todas as batalhas sangrentas nessa guerra, as pessoas se importam com o país e a natureza. Espero que os gorilas estejam bem e não tenham sofrido nenhum dano por causa da guerra.



http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6018151-EI8145,00-Missao+de+patrulheiros+tenta+salvar+gorilas+em+meio+a+conflito+no+Congo.html

Redução de estômago pode resultar em bebês com problemas de saúde

Bebês de mulheres que ficaram grávidas depois de terem feito redução de estômago nasceram com baixo peso e apresentaram problemas respiratórios ou pulmonares, infecções e até a necessidade de reanimação na sala de parto logo após o nascimento, apontou uma pesquisa realizada em Santos.

A pesquisa indica que a cirurgia bariátrica pode ter sido responsável pela maior vulnerabilidade nutricional das gestantes e que isso pode ter provocado reflexos nos fetos, afetando até a amamentação. De acordo com os dados, 74% das mulheres engravidaram após um ano da cirurgia e 28,5% em menos de um ano. Do total de entrevistadas, 68,6% amamentaram os filhos por um período inferior a seis meses, com 43% realizando o aleitamento materno por apenas dois meses.

O estudo foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Universidade Católica de Santos com 35 mulheres entre 24 anos e 39 anos, que ficaram grávidas depois de terem feito cirurgia bariátrica. Do total, 88,6% delas tiveram parto por cesárea, 50% nasceram com baixo peso e 14% tiveram problemas respiratórios ou pulmonares.

A pesquisadora e nutricionista da Divisão de Doenças Não Transmissíveis do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, África Isabel de la Cruz Perez, explicou que na cirurgia de redução de estômago, além de o paciente ter o tamanho do órgão diminuído, o que restringe a quantidade de alimento que pode ser ingerido diariamente, geralmente é feito um desvio de algumas partes do intestino, onde os nutrientes são absorvidos.

"O cirurgião desvia o trajeto normal do alimento para ele não passar pelo duodeno. Por isso há um prejuízo grande da absorção. Ela come pouco e o pouco que come não é absorvido. Assim ela vai passar a usar as reservas corporais que tem e, por isso, emagrece rápido. Isso é muito nocivo para a saúde. Agora imagine isso para uma pessoa que está em idade fértil e vai gerar uma criança."

Segundo ela, outras pesquisas também já indicaram a possível influência da cirurgia bariátrica no nascimento prematuro e no baixo peso dos bebês. Além disso, existe também outra conseqüência, como a reprogramação fetal. Nesse caso, o feto está em um ambiente no qual percebe que há poucos nutrientes e interpreta isso como um ambiente hostil. Assim, o feto se reprograma para acreditar que quando sair do meio uterino estará também em um local com essa deficiência de nutrientes.

"O que acontece é que esse bebê não é amamentado direito. Acaba recebendo leite de vaca e por causa da reprogramação fetal isso resulta em uma hiperalimentação, que pode levar à obesidade na fase adulta e a vários problemas cardiocirculatórios. Isso está sendo atribuído à reprogramação fetal".

África ressaltou a importância de o paciente ter um bom acompanhamento médico tanto antes quanto depois da cirurgia, com nutricionista e psicólogo. "Assim ela pode evitar as consequências maléficas da cirurgia, porque elas também existem e é sobre isso que as pessoas precisam ser alertadas."

Para a nutricionista o ideal é que a pessoa se esforce para não engordar a ponto de ser necessário fazer a redução de estômago. "O ideal é ter uma alimentação adequada e fazer exercícios físicos para se manter dentro do peso indicado para a altura."


***


Foi muito bom haver uma pesquisa sobre esse assunto já que é pouquíssimo divulgado os malefícios que a cirurgia de redução de estomago pode fazer. Muitas pessoas acham que é algo simples : "estou gordo de mais mas tenho preguiça de fazer exercícios e não quero deixar de comer as coisas que eu gosto, vou fazer uma cirurgia que é mais fácil". Com essa linha de raciocínio grande parte da população tem a ideia errada sobre esse tipo de cirurgia. Para ter uma vida saudavel e consehuir transmiti-la aos seus filhos, a pessoa precisa praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação.



http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6009841-EI238,00-Reducao+de+estomago+pode+resultar+em+bebes+com+problemas+de+saude.html