Restos mortais de nove ursos assassinados e decapitados por caçadores foram encontrados por catadores de cogumelo na República de Buryatia, na Rússia. Acredita-se que partes dos corpos dos animais foram exportadas para a China para servir de alimento ou para propósitos médicos. Um especialista em caça chamado para analisar a situação confirmou que todos os ursos, incluindo os jovens, foram violentamente imobilizados e assassinados.
De acordo com o jornal Siberian Times, todos os ursos foram executados com tiro na cabeça após serem ilegalmente presos em armadilhas de rede. O biólogo Bimba Yumov descreveu o crime como "bárbaro". "Caçadores usavam armadilhas das quais os ursos não conseguiam escapar, depois matavam os animais com um tiro na cabeça", afirmou. "Os ursos estavam presos, sentados, como cachorros acorrentados. Era a única maneira de os caçadores conseguirem atirar em suas cabeças", concluiu. O biólogo afirma ainda que tem 100% de certeza de que a descoberta veio de trabalhos de caça. "Você não teria nove crânios com marcas idênticas de tiro", disse.
Especialistas acreditam que os ursos foram executados nos últimos seis meses e tiveram a pele retirada e as patas cortadas, além de removidas gorduras e a bile. Pesquisadores temem que as caçadas foram ordenadas pelo mercado negro da China, onde produtos de ursos tem um alto valor como alimento e propósitos médicos. Segundo o jornal, os restos foram, provavelmente, trazidos ao "cemitério" no inverno, e não foram propriamente escondidos no solo congelado. Segundo informações, os caçadores podem nunca ser encontrados e punidos.
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Esta reportagem mostra um lado do ser humano totalmente oposto ao lado da reportagem anterior. Em quanto na anterior as pessoas estavam preocupadas na preservação de uma espécie e chegaram a "parar a guerra" em determinado local para não prejudicar os gorilas, nessa noticia caçadores inconsequentes matam animais ilegalmente para fins lucrativos no mercado negro. Isso é uma triste realidade que precisa ser combatida com maiores punições e maior vigilância.
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